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Prem Fulwari (Amor e Contentamento no Jardim das Flores)
Cibele Regina Sessin Toledo

Nasci em 13 de fevereiro de 1974. Quando eu tinha um ano e meio e meu irmão tinha quatro, meus pais se separaram e fomos morar com minha mãe. Ela trabalhava o dia todo e nós a esperávamos ansiosos ao final do dia. Lembro muito de como eu e meu irmão brincávamos, viajávamos por vários mundos, éramos grandes parceiros. Com 6 anos entrei na 1ª série e meu irmão foi morar com meu pai.

No turno inverso eu ficava na casa da minha vó. Sempre fui muito
"tagarela", onde eu estava tinha um agito acontecendo. Nessa época minha prima (quatro anos mais velha) era bailarina, fazia muitas apresentações. Aquilo me encantava, eu ficava vidrada assistindo seus ensaios. Em casa, vestia os figurinos dela e me apresentava para meus avós.

Com oito anos eu e outras duas primas montamos um conjunto. Quando gostava de alguma coisa eu fazia acontecer. Eu era a vocalista do conjunto, a compositora e também a coreógrafa. Era o máximo! Até hoje tenho na memória algumas composições.

Nos apresentávamos para uma platéia seleta: nossos pais. Mas mesmo depois de incessantes ensaios, as apresentações nunca passaram da sala de estar.

Eu fazia amizade muito fácil, assunto não faltava pra eu começar a
conversar com as pessoas. Lembro, por exemplo, do motorista do ônibus que eu pegava para ir pro colégio, conversávamos todo o trajeto.

Minha melhor amiga e colega era vizinha da minha vó. Eu gostava de dormir na casa dela, pois brincávamos até escurecer. No verão, íamos pro clube juntas. Gostava de brincar de loja. Colocávamos uma mesinha na frente do prédio e vendíamos bugigangas. Tínhamos vários clientes que paravam até pra um papinho. Sempre era muito divertido. Gostava desse movimento de pessoas.

Com 9 anos me apaixonei por um colega de aula. Era difícil de me
aproximar, pois tinha muita vergonha. Até um dia no recreio que ele puxou da minha mão meu pôster do Menudo, e acabou rasgando. Fui contar pra diretora. Ele ficou meses sem falar comigo!

Fiz 10 anos e outro irmão nasceu. Adorava cuidar dele, durante um bom tempo foi meu passatempo predileto. Aos 12 anos me mudei pra Novo Hamburgo. Demorei um pouco pra me adaptar, mas logo fiz grandes amizades. Sempre tinha algo pra fazer com minhas amigas. Entrei pra um grupo de dança com 14 anos. Nos apresentávamos em vário lugares. Eu adorava aquela função de ensaios, figurinos, sem falar nos amigos que fiz no grupo.

Começou uma fase diferente, saía à noite, festas, novos conhecidos...
No 2º ano eu e uma amiga vendíamos sanduíches na escola. Com a grana fomos passar as férias na casa da vó dela no Rio de Janeiro. Foi um barato! Concluí o colégio num clima de muitas amizades e muitos namoros. Eu trabalhava numa surfshop e comecei a fazer faculdade. Sabia que queria trabalhar com pessoas e optei então por Relações Públicas. Aos 17 anos estava morando em Florianópolis, por conta do trabalho da minha mãe. Estudei lá durante o ano e nas férias voltei pro Sul para ver meus amigos. Nessas férias me apaixonei, e começamos a namorar. Acabei saindo de casa com 18 anos e vim pra Porto Alegre com meu pai.

Vivi meu primeiro amor, que durou 8 anos. Tivemos um filho, o Pedro. Quando me separei, o Pedro tinha 1 ano e meio. Foi difícil no início. Cada noite eu deitava e respirava aliviada por ter conseguido arcar com mais um dia. Por ter conseguido conciliar trabalho, filho, casa, lazer... Com o tempo fui relaxando e tendo mais momentos pra mim, mais momentos com meu filho.

Me separei e comecei a namorar outra pessoa . Foram dois anos de uma grande aventura. Estava feliz e sentia prazer nas pequenas coisas, como ir ao teatro, acampar, viajar. E isso refletiu diretamente no meu filho, que hoje é um grande parceiro.

Conheci muitas pessoas, me sentia mais aberta. Mas tinha uma coisa que eu não conseguia vencer, que era a falta que meu filho sentia do pai. Eu não sabia como conduzir isso.
Acabei me dando conta que estava querendo suprir por todos os lados a carência dele e não estava funcionando.
Por indicação de um amigo fui fazer uma meditação AUM, no Namaste. Expressei sentimentos que estavam guardados que eu ignorava.Foi então que resolvi fazer Terapia Bioenergética e me conhecer mais profundamente.

Fiz um ano de terapia e, nesse processo de auto-conhecimento, fui para o Processo de Pai & Mãe. Cada vez mais ia me encantando com a Bioenergética. Fiz muitas descobertas a meu respeito. E isso foi um grande crescimento pra mim.

Eu administrava um clínica médica onde passava grande parte do meu dia. Já não me sentia feliz por estar trabalhando lá dentro. Nos momentos vagos eu fazia coisas que me davam prazer, como artesanato, poesia, enfim, coisas que eu não fazia há muito tempo. Parecia que fluía uma criatividade que estava apagada.
Até que recebi um convite para fazer uma formação em bioenergética.

Primeiro pensei em recusar pois meu trabalho já me tomava tanto tempo, não teria muito tempo pra mim. Mas tinha uma vontade grande de me jogar nessa história. Foi nesse período que meu caminho foi se reformulando e fui vendo que estava realizando uma história que sempre busquei, me relacionar com as pessoas, fazer amigos enfim. Acabei saindo do meu trabalho e abri uma loja de roupas. Foi um grande desafio trocar o certo pelo duvidoso, mas eu sentia que era o que eu queria e resolvi
apostar.

Me formei como terapeuta no Namaste em junho de 2006, passei por um estágio na equipe Face Original e, em dezembro de 2006, entrei como terapeuta na equipe Flor de Lótus.

Hoje moro na Comunidade Osho Rachana com meu filho e meus amigos. Estou muito feliz por estar me envolvendo com as pessoas, trabalhando com o que gosto e por estar vivendo um novo amor. Isso me traz mais confiança em mim, na vida e me traz em troca profundas amizades.

 

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