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Ma Prem Sudha

 

Comecei a fazer bioenergética com 14 anos por influncia da minha mãe, que se tornou sannyasin quando eu tinha dez anos de idade. No inicio, achei que ela estava ficando louca, que havia entrado em uma seita religiosa. Não gostava dessa história de Osho. Comecei a fazer bio pois havia levado um "pé-na-bunda" do meu primeiro namorado e fiquei muito mal. Minha mãe insistiu e eu, emburacada, resolvi experimentar.

Acabei criando um vinculo legal com minha terapeuta, a Gyata. Gostava de conversar com ela e fazer aqueles exercícios diferentes, que me faziam sentir estranha. Lembro que ficava muito incomodada com aquelas respirações no peito, ficava com raiva, triste, na época não tinha consciência disso. Minha vida começou a mudar, coisas diferentes começarama acontecer, então me joguei com tudo. Em 2001, fui para a Humaniversity fazer o Tan-ju, programa para adolescentes. Foi nesse trabalho que percebi que também precisava me trabalhar com pessoas da minha idade. Voltei para o Namastê e comecei a puxar adolescentes para fazer AUM. Esse trabalho originou o Namasteen que é uma das coisas mais bonitas e preciosas da minha vida.

Sempre fui muito CDF e certinha no colégio, tirava tudo 10, não queria e nem aceitava menos. Sempre me cobrei (e fui cobrada) a perfeição, tinha que acertar e saber tudo. Passei todo o colégio estudando, não tinha muitos amigos. Meu colégio era particular, um dos mais caros de Porto Alegre. A única coisa que importava para meus colegas era ter bolsa da "Victor Hugo" e usar roupas de marca. Nunca consegui fazer parte disso.

Nasci em Caxias do Sul no dia 22 de Março de 1983. Minha família é toda de origem italiana católica. Vim morar em Porto Alegre com 2 anos de idade. Com 8 anos, meus pais se divorciaram. Foi um choque para mim, uma época bem difícil. Morei em vários lugares com minha mãe e meu irmão, éramos meio nômades. Via meu pai esporadicamente. Passávamos vários apertos de grana, ficava estressada em ver minha mãe mal por isso. A coisa começou a melhorar quando a mãe conheceu o Milan e começou a fazer os trabalhos com ele.

Com 16 anos resolvi ser escoteira e entrei no Grupo escoteiro Marechal Rondon. Era sênior, minha patrulha se chamava Niágara. Não demorou muito para ser a Monitora dela e presidente da Corte de Honra da Sênior. Isso porque, como uma boa Ariana, gosto de liderar e mandar. Nessa época namorava um guri que era "casado" com a mãe. Lembro que ela ia com a gente no cinema e nos acordava às 7h no domingo para fazer tomar café da manhã. Por um tempo curti essa viagem de escotismo, gostava de acampar, fazer rapel, escaladas.

No terceiro ano do segundo grau, época de vestibular, queria fazer Medicina. Enfiei isso na minha cabeça e ninguém me tirava essa idéia. Até hoje agradeço por não ter passado no vestibular, pois estava numa viagem de ego muito grande, queria o status da Medicina e não a profissão. Estava cega na minha escolha, nem me questionava se era isso mesmo que queria. Rodei e caí no buraco. Parei um ano para me trabalhar e ver o que queria da minha vida.

Foi nesse ano que fui para a Humaniversity e voltei apaixonada por terapia. Decidi ser terapeuta. Fiz pai e mãe e formação com o Milan. O Veeresh, presidente da humany, disse que era importante ter um diploma para atender pessoas. Então fiz vestibular para psicologia na UFRGS. Passei em quarto lugar (cdf que se preze tem que enfatizar isso).

Acho um "saco" a faculdade. Estou no quarto ano do curso e acho que a maioria das coisas que se aprende nessa instituição é besteira, muita encheção de lingüiça.

A universidade por si só não prepara ninguém para atender. Nela tu podes aprender todas as teorias sobre o ser humano sem nunca precisar olhar para a tua vida, teus problemas, tuas questões. A terapia que acredito e que aprendo no Namastê é feita através do coração, do amor. É feita do se importar pelas pessoas, de se envolver. Não consigo me adequar a psicologia tradicional, vejo sua importância, mas a acho muito arcaica.

Estou vivendo na Comunidade Osho Rachana. Isso tem sido uma grande revolução na minha vida. Não me vejo morando em outro lugar. Já morei com amigas, com namorado (quase casamento). Amo morar na Comuna, tem momentos difíceis e outros muito legais. Sempre quis ter família grande, coisa de italiano.

 

 

 

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