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Pélvis
Repressão - Prazer
Você está satisfeito com sua sexualidade?

Você se lembra da primeira vez que sentiu
tesão? Era só um calorzinho na barriga,
uma sensação gostosa que a gente não
sabia nem de onde vinha. Para a maioria, é
difícil se conectar com essa sensação
e vivenciá-la livremente, pois são
tantas as dificuldades que nos afastam de uma vida
sexual plena: ejaculação precoce,
frigidez, dificuldades com ereção,
desinteresse que cresce com o passar do tempo, a
sensação de estar fazendo algo errado,
entre tantas outras...
Muitos sentem uma ansiedade aguda em situações
de prazer, ou até mesmo dor quando ele se
torna muito intenso. A raiva e a dor da repressão
e frustração sexuais sentidos durante
a adolescência não desaparecem com
o tempo. Fomos criados para ter medo do prazer e,
muitas vezes, fomos punidos ao buscar prazer. Essas
emoções se mantêm até
hoje na forma de tensões na região
pélvica.
Esse medo é o medo da dor. Não apenas
dor física que o prazer pode causar no corpo,
mas também da dor psicológica: a dor
de uma perda, das frustrações, das
humilhações. Evitando essas dores,
restringimos também nossa capacidade de amar,
de nos alegrar e ter prazer.
Quando a energia sexual vem à tona, ela luta
com as tensões emocionais que bloqueiam nosso
corpo. Mas, geralmente, essa energia repressora
vence.
Ao contrário do que dizem por aí,
a cabeça não é nosso principal
órgão sexual. A fronteira do nosso
prazer não está em nossa imaginação
ou fantasias, mas no nosso corpo. Somente vivenciando
todas as emoções profundamente no
corpo podemos expandir e explodir os limites do
nosso prazer.
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